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Arquivos para Julho, 2008 |
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31
Jul
Postado ás
11:32 sobre Notícias por José Fonseca |
José Fonseca Filho
A saída do ministro Gilberto Gil, que teve paciência para cinco anos no poder, mesmo sendo um poeta, não é motivo de tristeza, mas de felicidade. O governo, o presidente Lula e o Brasil foram beneficiados pelo trabalho do ministro em favor da cultura, com interesse e correção. Mas a arte, a música, a intelectualidade brasileira e mundial estavam precisando ter de volta um de seus maiores compositores e intérpretes. Aquele abraço é pouco para o grande baiano.

Outro ministro bom deve aparecer, mas outro Gilberto Gil cantando e compondo só numa próxima geração, se surgir. Hoje a música é mais feita de gritos e aês do que de melodia, poemas, mensagens de amor e paz. Se Gil não insistisse dessa vez para sair e voltar para o seu lugar, aí sim, seria justo que o setor artístico exigisse sua liberação pelo presidente Lula. Que também foi correto na longa convivência com Gil.
Ao lado do ministro, na entrevista de despedida no palácio do Planalto estava sua mulher, Flora, umas das razões de sua inspiração. Ela também merecia ter seu marido de volta para casa. O Brasil precisa de mais sonhos, mais artistas, mais compositores. Ganha a arte a partir de agora. Ganhou o governo nos últimos anos.
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31
Jul
Postado ás
11:30 sobre Notícias por José Fonseca |
José Fonseca Filho
Cuidado Brasília. A Polícia Militar comprou 6 milhões de cartuchos para serem usados por seus soldados. Na verdade, precisaria apenas de um milhão por ano, mas comprou 6 milhões. Gastam muita munição, explica-se, por acusa de treinamento, e possivelmente falta de pontaria. Não é que a PM vá atirar em igual número de bandidos. Ou de pessoas, por engano, como acontece com algumas PMs brasileiras. Brasília tem 2,5 milhões de habitantes. A PM da cidade possui 2,3 cartuchos por cada um deles.
Mas não é só esse absurdo. A denúncia é do jornal Correio Braziliense, e o governador Roberto Arruda já mandou investigar. Uma suspeita recai sobre o deputado federal Alberto Fraga, atual secretário de Transportes, que teria recebido farta munição – digo contribuição – para suas campanhas eleitorais da Companhia Brasileira de Cartuchos, que vendeu a droga – digo os cartuchos - para a PM de Brasília. Pior ainda, além, do absurdo da compra: a validade dos cartuchos é igual à do iogurte: seis meses.
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31
Jul
Postado ás
2:00 sobre Sociologia & Política por José Fonseca |
C. A de Medina
O primeiro-ministro inglês Harold Mac Millan já dizia anos atrás: “Se você quer moralidade, vá buscá-la com seu bispo”.
O visível não dito. O dito para esconder.
Pode-se dizer e se diz muito mais quanto desejável.
Protógenes é remanescente da administração do ex-titular da PF, Paulo Lacerda, hoje diretor da ABIN.
Tem possibilidades pessoais de recorrer diretamente a esta – como Greenhalgh a Gilberto Carvalho – e, mesmo violando a obrigação hierárquica de informar (não informou seu chefe, assim como Gilberto, embora chefe de gabinete, não teria informado a Lula).
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30
Jul
Postado ás
11:17 sobre Notícias por José Fonseca |
José Fonseca Filho
Não apenas na Bahia, mas aqui principalmente, há uma fixação de candidatos da base governista em torno do apoio eventual do presidente Lula às suas pretensões de chegar à prefeitura de Salvador, mesmo tendo o presidente já avisado que não pretende personalizar apoio a ninguém, fixando-se genericamente sobre todos os candidatos de partidos da base do governo. Mesmo assim brigam pelo apoio do presidente.
Lula não pode impedir que nenhum candidato cite seu nome, ou alegue estar com seu apoio, direto ou indireto. Ele pretende participar diretamente apenas das campanhas de Marta Suplicy, em São Paulo, e Luis Marinho, em São Caetano. Compreensível, são seus amigos, as cidades foram importantes em sua vida, e infringir uma derrota ao PSDB em São Paulo seria fundamental. Mas não há exclusividade em torno do presidente. Fale dele quem quiser e assuma as responsabilidades.
A despeito da importância do presidente Lula, em função do bom governo que realiza e do equilíbrio de seu comportamento, democrático e respeitoso para com todos, conviria aos candidatos saber que o apoio dele nem de ninguém é suficiente para a vitória. Melhor apresentar projetos de governo promissores e exeqüíveis e se preocupar com o apoio dos eleitores, da sociedade, das comunidades mais pobres, que se eleito irágovernar. Tentar impressionar o presidente o chateia e desconsidera o eleitorado ao qual os candidatos devem se dirigir.
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30
Jul
Postado ás
11:11 sobre Notícias por José Fonseca |
Rose Lobato
A título promocional, antes de assumir comercialmente o café do plenário da Câmara dos Deputados, o Senac começou a produzir lá mesmo e a oferecer gratuitamente a Suas Excelências petiscos de variadas espécies, mas em porções mínimas. Basicamente para sentir o gosto e provocar o desejo.
Dia desses o cantor de forró e deputado Edigar Mão Branca, entrou no café e acabou participando da degustação. Foi-lhe oferecida uma porção de um tipo de pão com queijo especial, semi-torrado, de aroma agradável, denunciando o sabor do petisco. O deputado baiano passou a mão branca no canapé, levou-o à boca e provou com vontade. Adorou, mas não sabia o que era. Em Itapetinga nunca havia comido nada igual.
O que é isso? – perguntou.
Bruschetta - respondeu o garçom.
Como é, homem? – quis conferir.
Bruschetta - repetiu o garçom.
Pois eu gostei dessa bruschetta. O nome também é desgraçado de bom – disse Mão Branca sorridente. Malicioso.
Para comer mais bruscheta gostosa, depois do recesso, os deputados terão de pagar. Acaba o período de demonstração e os petiscos passarão a ser cobrados. Mas o cafezinho continuará sendo de graça. Mais de 600 são servidos em dia de grande atividade no plenário, como quarta-feira. Só quarta-feira.
Originária da região central da Itália, a bruschetta é feita com pequenas fatias de pão italiano, queijo parmesão, tomate refogado, azeite virgem de oliva e manjericão picado. Servido frito ou assado.
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