José Fonseca Filho
O senador Gerson Camata (PMDB-ES) afirma que não está brincando quando propôs em
discurso a liberação do uso de roupa esporte no plenário e em qualquer dependência do Senado. Isso para quem quiser optar, não será obrigatório o abandono do terno e gravata. O capixaba foi levado meio na troça, mas tem suas razões e explica.
Vai pedir oficialmente à Mesa do Senado que seja feito uma experiência durante trinta dias. Quem quiser vai de roupa esporte, mas discretamente, não precisa abusar com camisas coloridas, óbvio. Além do conforto, a idéia é verificar a economia realizada com energia, já que sem paletó todos sentirão menos calor e o ar condicionado poderá ser reduzido. Segundo Camata, experiência semelhante foi feita na ONU, que já adotou a permissão da roupa esporte. Isso resultou em economia mensal de cem mil dólares nas contas de energia.
Camata solicitou à direção do Senado um levantamento do total de gastos com energia, e lembra que haverá redução também da emissão de carbono. Não custa tentar, se não quiserem não muda e pronto. E lembra que nos países tropicais colonizados pelos ingleses, em função do calor adotaram-se sempre as calças curtas e o meião para os homens. Nada de terno. No Nordeste, por exemplo, é um absurdo o uso de terno e gravata quando o calor passa dos 30 graus, observa Gerson Camata.
Camata lembra ainda que as senadoras podem usar jeans e camisetas, como fazia Heloísa Helena, um traje um esportivo e despojado. Quem sabe uma boa experiência para a Assembléia Legislativa da Bahia e a Câmara Municipal de Salvador.
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