Entrevista
 
 
     

Flecha de Lima: Diplomacia feita com gosto

Mais  do que um diplomata, o embaixador  Paulo Tarso Flecha de Lima tornou-se uma legenda no Itamaraty, pela excelência de seu trabalho, inovador em diversos aspectos, como pela dedicação de 50 anos à carreira. Nesse período acompanhou de perto  a política do Brasil desde o ingresso do país na vida moderna, durante o governo de Juscelino Kubitschek. Jovem, filho de um amigo do presidente  eleito, Paulo Tarso foi oficial de gabinete de JK ao longo de seu governo. Estava ao seu lado em  21 de abril de 1960, quando a capital foi inaugurada,  e com ela um novo tempo,  então desconhecido,  de desenvolvimento e respeito aos princípios democráticos  no Brasil.

O  jovem diplomata mineiro só deixou o governo de JK  quando o embaixador Sette  Câmara foi nomeado governador do antigo Estado da Guanabara e o levou para ser seu Chefe do Gabinete Civil. Estava iniciada na carreira a vertente do político não praticante, mas observador privilegiado e arguto, e o diplomata que viveu de perto as mais importantes e construtivas fases da política externa  brasileira. Mais do que a medalha comemorativa dos 50 anos de serviços recebida após a aposentadoria formal, pois ainda trabalha como consultor internacional, Flecha de Lima recorda as conquistas alcançadas na diplomacia, a modernização imposta ao Itamaraty e a realização de sua vida sentimental,  ao lado da esposa Lúcia e da família, presenças marcantes em sua vida.
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José Fonseca Filho

As pesquisas eleitorais despertam emoções, curiosidade do público, interesse dos meios de comunicação e ceticismo de setores que não costumam valorizar suas aferições, especialmente aqueles que aparecem em desvantagem, que pode ser, inclusive, eventual. Já os apontados como possíveis vencedores, o que pode ser igualmente passageiro, tendem a enaltecer tais pesquisas.
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C. A. de Medina

 

Estaria havendo precipitação nas avaliações das reservas descobertas? O prazo que se imagina para início da produção é confiável ou ainda é cedo para tais avaliações?

As avaliações não são conclusivas. São estimativas válidas. Não basta avaliar reservas. É indispensável o TLD (teste de longa duração) que demora um ano e meio a ser realizado. No campo de Tupi será iniciado em 2009. É neste ano que se terá, pois terão chegado as sondas encomendadas desde 2005. E serão reservas recuperáveis? Sabe-se que há petróleo e gás. Sabe-se que é em grande quantidade, mas ainda não se sabe em detalhe como ocorrerá tecnicamente a produção. Agora, em outubro a Petrobrás divulgará estimativas de produção na área pré-sal para 2017, junto com seu plano estratégico para 2020.


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O Brasil vive um Estado de Bisbilhotice

José Fonseca Filho

A quase banalização dos grampos de escutas telefônicas, autorizadas ou não, está transformando o Brasil num verdadeiro Estado de Bisbilhotice, que é uma etapa para o Estado Policial. A opinião é do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, que no próximo sábado (30) fará uma palestra no encerramento da III Conferência Estadual dos Advogados do Estado da Bahia, no Fiesta Convention Center.
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Rui Barbosa, patrono da diplomacia brasileira

José Fonseca Filho

Rui Barbosa não foi apenas um extraordinário intelectual, jurista, político e homem de Estado. A essas qualificações, reconhecidas unanimemente num dos brasileiros de maior estatura cultural e moral de nossa História, junta-se a de que o grande baiano foi também um dos patronos da diplomacia brasileira, honraria antes atribuída apenas ao Barão do Rio Branco.

Rui e Rio Branco, na verdade, tiveram semelhante nível de importância para a política externa brasileira. Essa nova avaliação do trabalho do grande baiano foi possível graças ao livro A Raiz das Coisas – Rui Barbosa: O Brasil no mundo de autoria do embaixador Carlos Henrique Cardim, depois de quatro anos de pesquisa da vida de Rui e suas incursões na política externa. Aliás, um dos setores onde ele obteve vitórias mais importantes em sua vida.

A visão universalista dos acontecimentos, especialmente dos conflitos, que hoje ganha corpo na política internacional, era defendida por Rui Barbosa já nos tempos da Primeira Guerra Mundial, destacando-se então como precursor de novos rumos.

Henrique Cardim, intelectual respeitado nos meios universitários e diplomáticos, com uma longa carreira de serviços prestados à cultura brasileira, lançará seu livro em Salvador no mês de setembro. Adiantou fatos da vida de Rui e seu envolvimento
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